Como manter a organização financeira sob controle?

Manter, ao mesmo tempo, a organização financeira nos negócios e dentro de casa pode parecer uma atividade complexa quando se abre a própria empresa. Ao misturar as finanças pessoais e corporativas, os empreendedores, muitas vezes, perdem o controle de suas receitas e despesas e ficam mais suscetíveis a riscos de prejuízos, e, infelizmente, a falência.

Com uma gestão equilibrada e separada de suas atividades pessoais, é muito mais fácil saber os resultados dos investimentos e o lucro real da empresa, além de tornar as projeções de longo prazo mais acertadas. Para isso, os dois custos – empresa e casa – precisam estar separados e alinhados a um bom planejamento e monitoramento, para que se saiba de onde vem e para onde vai o dinheiro.

Uma pesquisa realizada revelou que 59,6% das micro e pequenas empresas são financiadas com recurso próprio, o que nem sempre é o mais indicado, pois pode acontecer, por exemplo, de o empresário utilizar suas economias para fazer um determinado investimento e, posteriormente, verificar que precisa de capital de giro. Se isso acontecer, acabará fazendo um empréstimo para sanar a necessidade. O problema é que, geralmente, as linhas para capital de giro têm taxas menos atrativas do que aquelas destinadas ao investimento fixo. Além disso, outro estudo revelou ainda que 79% não conhecem linhas de crédito específicas para pessoa jurídica.

Um dos equívocos que o empreendedor pode cometer é não abrir uma conta corrente jurídica logo no inicio da criação do negócio. Atualmente, 60% dos microempreendedores movimentam as finanças apenas na conta física. Mesmo com faturamento pequeno, é imprescindível administrá-lo. Se esse processo for confundido com as contas pessoais, provavelmente trará problemas no curto e longo prazo.

Mesmo tendo conta corrente jurídica, fazer retiradas de valor para outros fins se não os empresariais é outro grande risco. Com o tempo, essa atitude desordenada levará a um controle inadequado, gerando falta de capital para os compromissos e custos fixos.

É preciso ter atenção também com os gastos pessoais, principalmente, quando esses estão altos e podem interferir no planejamento mensal do negócio, ação que não garante a ele uma economia sustentável. O ideal é ter um método estruturado para que a retirada de dinheiro da empresa seja feita uma vez por mês e não constantemente, o que possibilita mais capitalização para o negócio. A ferramenta de fluxo de caixa pode ser muito útil quando feita adequadamente, projetando as receitas para o mês atual e os subsequentes, e não apenas para o fim daquele mês, como muitos acabam fazendo na prática.

Isso pode acontecer, sobretudo, quando o lucro aumenta. No entanto, nessa situação, é necessário prever valores maiores para investimentos, capital de giro, juros despesas com manutenção e situações de emergência. Quanto maior for a economia, mais seguro o negócio estará. Os demonstrativos de resultados por exercícios ou apuração de resultados, chamados DRE, são uma ferramenta que ajuda a controlar o crescimento do negócio, bem como suas despesas e seu faturamento.

Para os que trabalham em casa, a atenção precisa ser redobrada, pois as despesas com energia, água, telefone, transporte e equipamentos devem ser calculadas e controladas separadamente. A dica é procurar uma consultoria financeira logo no planejamento dos negócios, o que pode sanar e prevenir situações como estas.

Fonte: Passo a passo

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